A Economia é um dos assuntos mais presentes em nosso cotidiano e isso provavelmente você já sabe.

Por este motivo, já deve ter ouvido a expressão: “se temos a máquina de imprimir dinheiro, porque não fazemos isso e acabamos com a pobreza?”.

Apesar da resposta ser simples para alguns, muitas pessoas ainda desconhecem o verdadeiro significado de “imprimir dinheiro”.

Levando a uma cegueira em relação às políticas públicas que podem comprometer as gerações que se espelham nos adultos que são hoje.

A partir disso, veja as principais informações que você precisa considerar e entenda de vez a resposta para essa pergunta.

Porque não posso apenas imprimir dinheiro?

Supondo que um produto custa 5 reais e duas pessoas desse universo tenham 4 reais para comprá-lo e o chamaremos de X.

E, um decreto do seu presidente manda imprimir mais quatro reais para vocês terem 8 reais e possam comprar o X, mas acabam se deparando com um outro problema.

O vendedor, vendo a subida de preços, teme que os insumos que compõem sua venda também possam subir.

Dobrando, na mesma proporção, o preço do produto que agora chega a 10 reais e acaba voltando ao patamar inicial.

No mundo real, segue quase a mesma lógica e o aumento de preços é caracterizado por um nome: a Inflação.

Essa Inflação é resultado do aumento generalizado no valor dos produtos ao longo de toda a cadeia produtiva.

E pode ter diversas causas, desde uma pandemia a uma guerra no leste europeu podem ter papéis fundamentais no aumento do preço.

Quando imprimir dinheiro é bom?

Um ponto muito positivo da inflação é que ela é sinal de que o consumo das famílias está em um nível muito frenético.

Ajudando na criação de diversas posições de emprego que precisam ser criadas para acompanhar a demanda.

O que não acontece caso a nação esteja passando por um processo de Deflação, onde tem menos dinheiro circulando.

E, apesar de ser o contrário da inflação, não significa que ela também seja boa para a economia.

Pois, ela tende a ficar estática e pressionando para uma oferta de bens de consumo muito maiores do que a demanda consegue realizar.

Comprometendo o futuro financeiro de uma nação se nada for realizado no longo prazo para estimular o consumo.

Imprimir dinheiro: como o Brasil está em relação à inflação?

Toda inflação que foge do controle tem como base o dinheiro que é impresso como se não houvesse amanhã pela casa da moeda.

Sem quaisquer garantias ou ativos confiáveis para os grandes investidores, o efeito cascata começa a ocorrer.

Mas, atualmente os níveis ainda estão longe dos piores já registrados nesse país, sendo 10,6% ao ano.

O curto prazo diz pouco para o Brasil e será a história a grande responsável em dizer se as iniciativas atuais tiveram sucesso ou não.

Apesar disso, podemos conseguir um norte a partir dos dados de desemprego e da taxa Selic que alcançam patamares históricos e tentar criar caminhos alternativos para não afetar a rotina dos brasileiros.

Imprimir dinheiro: qual o histórico mundial e brasileiro?

A maior inflação já registrada no Brasil foi em meados dos anos 90. Esse período é considerado de hiperinflação pois fugiu do controle do país.

Quando falamos em números, entre Janeiro e Março daquele mesmo ano a taxa chegou a alcançar 70% que precisou de um plano para salvar a economia nacional( Plano Collor).

Já a maior inflação já registrada no mundo foi da Hungria na época da segunda Grande Guerra mundial.

Há relatos que ela tenha alcançado 207% ao dia, isso mesmo e você não leu errado. Isso fazia os preços duplicarem em média a cada 15 horas.

E, no mês, a taxa de inflação chegou a 41 900 000 000 000 000%, com todos os acúmulos de porcentagens compostas diárias.

Isso nos leva à seguinte conclusão: tudo precisa ser balanceado para não causar excedentes negativos na população.

Assim, a regra de ouro para a economia é sempre realizar iniciativas que não comprometam o longo prazo ou criem uma bola de neve financeira.

Se imprimir dinheiro não é a solução, o que pode ser?

Dentre as diversas formas para acabar ou pelo menos dar um caminho diferente do atual para a pobreza, podemos destacar:

  • Políticas públicas: Muitas iniciativas governamentais podem criar soluções imediatas para os problemas que enfrentamos na sociedade;
  • Alimentos: Mesmo com a produção mundial de comida ser suficiente para alimentar todos, há um grande desequilíbrio nas regiões e precisa ser consertado pelas iniciativas governamentais e privadas
  • Saúde: Isso vale não só para a possibilidade de agendamentos médicos gratuitos, mas também de políticas sanitárias que podem envolver a água, esgoto etc;
  • Distribuição de renda: O acúmulo de capital em excesso é um problema e com programas bem desenhados a linha da pobreza pode ser diminuída e ter menos integrantes.

Como o Brasil pode melhorar as estatísticas?

Apesar de ser uma disputa ideológica muito profunda, há pontos que podem ser considerados por toda pessoa, sendo os principais:

  • Emprego: A principal forma das pessoas terem acesso a capital e movimentar as economias locais são a partir de posições de empregos dignas;
  • Capacitações: A todo momento tem profissionais subindo ou mudando de profissão, com desenvolvimento profissional em massa, facilita todo esse processo;
  • Empreendedorismo: Muitos problemas podem ser solucionados por pessoas com mentalidade inovadora para criar novos caminhos para a sociedade;
  • Educação de base: A solução para todos os problemas da humanidade pode ser realizada com educação e isso exige um comprometimento a longo prazo.
  • Conscientização: A maioria da população precisa estar com pensamentos ativos em relação a pobreza e a economia para ter

Conclusão

A economia parece ser um tema muito complexo, mas é muito simples, o problema são as interpretações que ela pode causar.

Apesar disso, é muito bom que o número de pessoas interessadas nesse assunto possa colocar sua opinião na mesa.

Gerando novas ideias que nunca antes foram vistas e forçando as instituições governamentais a oferecerem soluções ideias.

Porém, isso é uma ação de longo prazo e pode levar décadas até chegar em um nível ideal de participação da população.

No curto prazo, poderemos ter um efeito muito maior caso você compartilhe o link da nossa publicação nas suas redes sociais e marque seus amigos para ler o texto.