O mundo está cada vez mais digital, e, como consequência, a experiência de pagamento vem sendo transformada. O contato e o uso do dinheiro físico estão ficando mais raros.

Afinal, a modernidade exige várias coisas da gente, tudo está mais rápido e a pressa é o que rege esse momento. Por isso, tudo que o consumidor mais busca é a rapidez em suas transações.

Uma prova disso é o número de transações instantâneas no Brasil.

Segundo dados divulgados pelo site Olhar Digital, o país ocupa a 8ª posição no número de transações em tempo real, tudo graças ao lançamento do PIX em 2020.

Até mesmo o presidente do Banco Central chegou a afirmar que o brasileiro usou mais do que eles previam.

Hoje em dia, presenciamos muitas inovações aplicadas aos pagamentos, mas nem sempre foi assim. Ainda há quem seja resistente a essas mudanças.

Contudo, está cada vez mais claro que elas vieram para ficar e tornar a vida das pessoas bem mais simples. Mas você consegue se lembrar de como era a vida antes dessas transformações?

As transformações na experiência de pagamento

Antigamente, todas as transações eram feitas, única e exclusivamente, pelo dinheiro físico. Atualmente, mais de 60% dos brasileiros, segundo pesquisa do Banco Central, não levam mais que 50 reais na carteira.

Consegue imaginar ou relembrar como era a relação dos brasileiros com as notas e moedas? Até que chegou o cheque. Hoje em dia, o seu uso é quase inexpressivo, mas foi algo revolucionário.

Ele permitia inclusive o parcelamento de compras, veja só!

Só que não era tão simples assim. Era necessário ir à agência bancária, solicitar o talão, que vinha com poucas folhas, além de ter que preencher o cheque com várias informações como o nome do portador, o valor por extenso, assinatura, etc.

Foi um marco muito importante, mas olhando daqui, está longe da facilidade da qual usufruímos atualmente, não é mesmo?

Outras mudanças também impactaram muito a experiência de pagamento. Para você ter uma ideia, o cartão de crédito, que está cada vez mais moderno, por sinal, só chegou ao Brasil na década de 1960.

Se olharmos sob uma perspectiva histórica, ele é até bem recente. Ele propiciou uma revolução do poder de compra dos consumidores e um aumento na aquisição dos bens de consumo.

Atualmente, ele está cada vez mais moderno. Agora, ele nem precisa ser inserido na máquina. Por contato (contactless), é possível fazer a compra sem digitar a senha.

Há também as opções de cartões digitais que deixam as compras pela internet mais seguras, assim como os dados do cliente.

Entre os anos de 2013 e 2018, de acordo com a pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, o número de estabelecimentos e comércios que aceitam cartão de crédito subiu de 31% para 35%.

Sua popularidade, apesar de não ter uma pesquisa mais recente, com certeza se mantém. Mas tivemos outros avanços.

Outro passo muito importante na experiência de pagamento foi a criação de possibilidades como o TED.

Hoje em dia, seu uso está decaindo por conta do PIX. Mas, para você ter uma ideia, essa opção de pagamento foi uma revolução.

E, olha, ele é ainda um adolescente. Foi autorizado por decreto do Banco Central apenas em 2002.

Com ele, transações feitas até as 17hs caem no mesmo dia. Enquanto o DOC, seu parente, precisava de cerca de 3 dias úteis.

Ele é ainda bastante usado, mas em 2020, uma revolução maior (e muito rápida, não é?) aconteceu: o PIX.

Com esse sistema de pagamento, depois da criação de uma chave, você consegue fazer transações de maneira ágil e com o dinheiro caindo na conta em 10 segundos.

Tudo isso é fruto de dois pontos muito importantes, além da necessidade de agilidade e facilidade que os tempos atuais pedem: a criação de bancos digitais e a pandemia do coronavírus.

Com a criação desses bancos digitais, os processos de pagamento ficaram cada vez mais rápidos, obrigando os bancos tradicionais a também informatizarem e facilitarem seu processo.

Além disso, a pandemia do COVID-19, por conta das restrições sanitárias, acelerou esse processo de digitalização que já estava em grande ascendência.

Por conta do isolamento, as pessoas começaram a preferir formas de pagamentos que faziam com que o contato fosse o mínimo possível para tentar se proteger do vírus.

Com essa conjuntura, é cada vez mais comum optar por essas novas experiências de pagamento.

Os processos estão cada vez mais digitais e incluem vantagens como pagamento por Qrcode, cashback (parte do dinheiro da compra volta para o consumidor) e, mais recentemente, até a possibilidade de transações via aplicativo de mensagens WhatsApp.

O que o consumidor espera da experiência de pagamento?

Uma das condições para um consumidor satisfeito é a excelência no atendimento. Além disso, fatores como a qualidade do serviço ou produto são também fundamentais.

Contudo, agora, novas exigências são feitas. Acostumado com esses avanços e pressionado pelo ritmo da vida moderna, os consumidores não aceitam experiências de pagamento dispendiosas. O tempo é algo escasso e, por isso, bastante valioso.

Além disso, com a necessidade de pagamentos sem contato entre compradores e comerciantes ou quem oferta serviços, essa demanda cresceu ainda mais nos últimos tempos.

Tudo isso fez com que a experiência de pagamento mudasse e se tornasse fundamental que novas formas mais práticas e rápidas fossem oferecidas.

Por isso, o pagamento oferecido pelas empresas se tornou um fator de estratégia de marca. Pois tudo que o consumidor menos quer é estresse na hora de fazer as suas compras.

E isso inclui tanto as transações online quanto as presenciais. Dessa maneira, agora, os clientes não esperam apenas que marcas ou lojas digitais tenham experiências de pagamentos facilitadas, mas também as físicas.

As mudanças na experiência criaram um consumidor que espera praticidade nos pagamentos, diversidade de opções e canais, além de segurança.

Por isso, os empreendedores têm de estar cada vez mais atentos às novas opções do mercado e também devem acompanhar as demandas do seu público para que o seu negócio não fique para trás e nem seja obsoleto.

Queremos saber de você: quais as formas de pagamento que o seu negócio oferece? E como consumidor, qual a experiência tem mais contemplado os seus anseios ao realizar pagamentos?

Conte para gente nos comentários desse post!