Boletim divulgado nesta terça-feira (7), a confederação Nacional do Comércio (CNC) realizou estudo e aponta uma perda no comércio varejista brasileiro de R$ 53,3 bilhões, referindo-se apenas aos produtos não essenciais, desde o início do isolamento social para combater a pandemia do novo coronavírus.

Em relação ao mesmo período do ano passado o varejo apresentou uma diminuição de aproximadamente 5%.O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse:

 “foi praticamente a metade da receita de vendas obtida no mesmo período do ano passado até hoje, 7 de abril”.

A pesquisa também foi coordenada por Bentes, que estudou os efeitos causados  pela paralisação dos comércios de produtos não essenciais no varejo, em 10 estados brasileiros. Além disso, ele considerou para o estudo: O período em que o isolamento social entrou em vigor;

Os setores mais afetados pela paralisação dos comércios; A venda média por dia, em comparação com o ano anterior. Ele concluiu que “o varejo neste ano já era”.

Os estudos apontaram que São Paulo foi o estado brasileiro que mais apresentou perdas, onde as lojas de bens não essenciais perderam cerca de R$ 25,64, ou seja, ganhou 48,5% a menos que em 2019 na mesma época do ano.

Ademais, confira os estados que mais deixaram de ganhar com o varejo, devido a pandemia, até agora: Minas Gerais, perdeu cerca de R$ 8,34 bilhões; Rio de Janeiro, deixou de lucrar cerca de R$ 6,75 bilhões; Santa Catarina, quarto estado que mais deixou de ganhar, acumulou um total de R$ 4,8 bilhões em perdas.

Entretanto, o economista chefe informou que a retração total no ano ainda é difícil de prever, pois ainda não se faz conhecido o tamanho do problema e como ficará a confiança dos consumidores, nem como será em relação aos empregos.

O crescimento dos e-commerce não será suficiente para compensar as perdas do varejo, uma vez que as vendas online em seu total somavam apenas 5% das compras do varejo

Em contrapartida, os comércios essenciais, tais como farmácias e supermercados, apresentaram uma menor queda nas vendas pois, se as pessoas tiverem metade da renda usual, não comprarão um carro, o que levaria a uma queda da indústria automobilística no decorrer da recuperação contra a pandemia.

Varejo brasileiro perde R$ 25,3 bilhões em março apenas na segunda quinzena de março, o comércio de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília perderia R$ 25,3 bilhões devido ao novo coronavírus. Essas quatro regiões correspondem a 52% do faturamento anual de todo o setor.

Em São Paulo, por exemplo, os efeitos do coronavírus poderão gerar perdas de R$ 15,67 bilhões ao setor. Entretanto,a opinião de vários especialista no tamanho da crise que o Brasil irá enfrentar, projetar a gravidade e a extensão da atual crise sobre a economia e, mais especificamente, sobre o varejo esbarra na dificuldade de se estimar, neste momento, a magnitude da pandemia de coronavírus no país.